Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

Sonhos de criança, que cresceram, e querem uma Amy Winehouse nacional para se ORGULHAREM.

Quando pequenos éramos uns etzinhos malucos para conhecer o Sandy&Jr (já que não sei individualizar duplas, e no caso quero dizer os dois mesmo, mas cada um no seu cada qual!). Dançar os power rangers têm a força, sendo que quem tem mesmo é o He-man, era uma alegria só, assim como o beijo é bom mais que mil é mais que bom [e hoje querendo o resto], abra a porta mariquinha [corna total] etc etc etc.

Aí eles crescem, o tal Sandy&Jr, e acabam. Graças à Deus, Beuz, Zeus, (alguns de) nós dizemos. Mas, acredito que cada um de nós tem um desejo secreto de vê-los à todo vapor novamente, e com sorte, em novas personas.

Quantas pessoas já não torceram pro Nelson Rubens anunciar que OK OK OK JR DO SANDY&JR É GAY, VEJA A SEGUIR e dá-lhe mãozinha pro lado como sinalizador de aeroporto? Às vezes me pego no anseio disso, não mentirei. Me sentiria tão mais leve e tão menos preocupada e não faria alarde e nem riria e nem diria EU JÁ SABIA... É tudo só preo-cu-pação de verem as pessoas felizes com o que são, juro! Cof.

Mas o Sandy&JR sempre foi tão background que qualquer notícia do tipo seria menos do que os 15 SEGUNDOS de fama habituais do pobre coitado a cada apresentação, entrevista ou clipe. Mas já a SANDY&Jr...

Essa eu sonho que vire a tal Amy Winehouse brasileira, assim, sem querer o pior, nem que ela vá pra reabilitação e tenha overdoses, mas assim... Seria tão legal... Tipo: Sandy começa a puxar um fumo com seu marido da família tocadora de tudo que é instrumento, puxa tanto fumo e acha tudo tão lindo que escarafuncha as cordas vocais deixando-as tão àsperas que precisa parar com o cachimbo da paz com o intuito de ainda falar na vida. Ficando com a voz grossa como a de um traveco que esqueceu que tinha que fingir, ela iria cantar e cantar e beber pra passar a dor da distância entre sua alma e a paz de espírito da diamba. Ficaria tão louca e desesperada que concluiria: tá na hora de explorar outra parte do meu corpo, o nariz. E cheiro pra lá, cheiro pra cá, sniff sniff sniff, sairia de casa com trapos de roupa e um ninho de sebo na cabeça e diria para um paparazzi: "Chitãozinho&Xoróróróró (não sei individualizar duplas, nem ela) querem me levar pra reabilitação mas eu disse não... não... não".

Desta humilde forma, Sandy&Jr voltariam com tudo, cada um com suas experiências de descobrirem-se como são e finalmente fariam uma letra na vida ao invés de pegarem um mega sucesso de Laura Pausini. E Sandy&JR iria tocar bateria e SANDY&Jr iria ter um vozerão cantando e falando bluesalmente sobre suas experiências com o pecado, assim, imoral, suja e cool.

Na teoria daria dinheiro e muita, muita, muita polêmica. Mas como o povo brasileiro é bem bonzinho e não ia querer ver a queridinha SANDY&jr (Sandy&JR que se foda, quem se importa?) tão insandecida e adepta de um rock 'n' roll lifestyle, iam fazer passeatas, tumultos e manifestações para parar a pobre coitada agora cantando sem miar, agora com atitude e agora com estilo, que não, não daria rios de dinheiro. E as mesmas pessoinhas super contra Sandy&Jr revoltados iriam continuar alimentando o fenômeno Amy Winehouse e achando tudo um máximo. Viu como a vida é injusta até pros filhos de Chitãozinho&Xororó? (Vide Vanessa Camargo, filha de Zezé di Camargo&Luciano).

Como não daria certo mesmo, to apostando minhas fichas na Maísa, quero ver o raio que essa criaturinha não vai ser quando crescer mais uns centímetros (ou metros)... Tornaria-se Maísa a Maysa, bar em bar, bar em bar? E se nem isso vingar, só posso concluir que já tivemos nossa Amy Winehouse brasileira... A própria Maysa, bêbada, teimosa e cheia de síndromes, mas ainda, sem falar nenhumzinho What the fuck em suas letras. Triste.


por Laila Razzo *

Domingo, Janeiro 04, 2009

Quem quer que se sinta tão especial, tão diferente, tão excessão de regras deveria fazer terapia. Pé no chão é a coisa mais maravilhosa do mundo, e talvez isso que designe uma pessoa especial.

Se achar um grão de diamante na areia não faz bem. Ter um ego do tamanho de Júpiter idem. Os dois são contemplações falsas de si mesmo... Bom mesmo é se sentir frágil, ordinário, coletânea de erros, sinfonia de sentimentos infantis. Saber que se é isso e pronto. Normal, igual aos outros, e deixar que as diferenciações latejantes quem faça são os segundos em suas próprias percepções sem a necessidade de estampar isso como medalha de honra, ledo engano. Porque se se é uma cabeça um pouco incomum e um tanto brilhante na manada, se é e pronto. Mas invulnerável aos mais sujos e baixos gestos ninguém é, sem centenas de calcanhares de aquiles.

O que digo não é uma apologia à baixa auto-estima, não... Ficar deixando que os outros encontrem sua luz é complicado, porque todo mundo vive de ideais de pessoas inexistentes. A apologia que talvez esteja fazendo é a única que eu sempre faço: auto-conhecimento. Acreditar que se é uma peça importante na vida de outros, que se tem um potencial pra feitos grandiosos e que apesar de todos os defeitos, físicos e de ação, se é uma pessoa encantadora, não é ruim, é bom! Mas se cegar com isso?

Vai ver um pouco de insegurança e deixar isso transparecer não faz mal a ninguém. É uma pena que existam vampiros ao nosso redor que se alimentam só da nossa infelicidade (tirando o fato que todos somos vampirescos [a desgraça alheia é a graça do dia], mas falo dos mais acentuados, os pedra no caminho, os empurradores pro abismo). Enquanto os outros estão aí para nos fazer libertar, encontrando parte de nós mesmos neles... "a mão que afaga é a mesma que apedreja", no sentido social da coisa, apesar da frase fazer sentido literal em alguns (ou muitos) infelizes casos.

Se sentir bem em perceber que não se é lá uma pessoa tão diferente assim é um gosto que todo mundo deveria se possibilitar a ter, é um gosto novo, nem azedo, nem doce, nem salgado, nem amargo. É o tipo do gosto que a língua não seria capaz de perceber. E o aroma que solta... Magnitude plena. E ainda o nariz não é o instrumento para percebê-lo. Nem as mãos o tato disso tudo, nem os ouvidos a música que compõe. Mas os olhos... Ah... esses sim... E talvez, de olhos bem abertos, o resto dos sentidos consiga acompanhar as frações de se ser o que se é.

por Laila Razzo *

It´s gotta be constant. Every now and then.
The world is ahead, never behind.
Take the ride of your dreams and put emptiness aside.
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Laila. Razzo é pseudosobrenome. 2, Dezembro, 1988. Nosce te ipsum eterno.

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